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Tudo que você precisa saber sobre redes e servidores

Por Juliana Gaidargi em 17/01/2019 em Artigo, Gestão de TI, Tutoriais

Hoje em dia, praticamente todas as empresas dependem de computadores para funcionar. Para provar a veracidade dessa afirmação, basta classificar as seguintes frases como verdadeiras ou falsas:

  1. Você usa a internet para realizar negócios.
  2. Você utiliza e-mail para troca de mensagens profissionais.
  3. Você tem um site ou página de rede social para divulgar o negócio de sua empresa.
  4. Todas as anteriores

Provavelmente, a resposta foi a “4”. Por conta disso, saber tudo sobre redes e servidores se tornou um diferencial. Mas não apenas para profissionais de TI. Proprietários de empresas também precisam conhecer ao menos o básico para garantir a continuidade do negócio.

Com isso em mente, é correto alegar que manter um data center é fundamental para as empresas. Contudo, para entender melhor sua relevância para um negócio, é necessário compreender como eles funcionam.

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O que são data centers?

Existem basicamente dois tipos de data centers:

Data center próprio: Estes consistem em centros de dados menores. São dedicados a determinada empresa que demanda uma infraestrutura própria de tecnologia para conseguir gerir seu negócio. Um data center próprio costuma ser pequeno e consumir menos energia. Por isso, sua instalação é, em geral, mais fácil.

Data center em nuvem: Estes consistem em ambientes digitais desenvolvidos por grandes empresas. É o caso do Google, Amazon e Microsoft, que comercializam a infraestrutura como serviço para as demais empresas. Por isso, eles tendem a ser maiores e consumir mais energia. Além disso, demandam um espaço específico para sua instalação.

Contudo, em ambos os casos, o data center é formado por um conjunto de computadores especializados interligados em uma rede. Esses computadores são os servidores e seu objetivo costuma ser variado. Porém, existem sempre três partes recorrentes nos data centers:

  1. Servidores;
  2. Infraestrutura;
  3. Setor de apoio.

1.Servidores

Um servidor consiste em um computador muito mais potente do que o desktop tradicional. Afinal, ele foi especificamente desenvolvido para transmitir informações e prover produtos de software para outras máquinas conectadas a ele via rede.

Eles foram criados justamente para lidar com cargas de trabalho mais elevadas. Em especial as que demandam o uso de mais aplicativos. Ao contar com um hardware específico para isso, a empresa pode ampliar sua produtividade. Isso sem contar na redução considerável no tempo de inatividade.

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Vale ressaltar que, em geral, o servidores costumam possuir o hardware necessário para gerenciar o funcionamento tanto em redes wireless quanto via cabo de rede.

Com isso, eles também contam com ferramentas de gerenciamento remoto. Ou seja, um integrante da equipe de TI consegue diagnosticar falhas mesmo estando em outro local. Além de identificar problemas remotamente, também é possível realizar manutenções de rotina de forma remota.

Como o servidor funciona?

Servidores físicos funcionam basicamente da mesma forma que um computador comum. Contudo, seus componentes precisam ser muito mais robustos para que ele tenha o nível de performance almejado.

Outra diferença é que os servidores contam com um sistema operacional diferente do utilizado pelos usuários. Isso acontece porque o servidor precisa de um software com recursos específicos para executar suas funções.

No caso de servidores em nuvem, as informações são armazenadas em uma central de servidores terceirizada. Esta central é conhecida como data center. Uma vantagem significativa dos servidores em nuvem é a possibilidade de acesso remoto aos dados.

2. Infraestrutura

Dentro da infraestrutura de um data center encontram-se a questão da energia, refrigeração, comunicação e segurança.

Energia

A energia empregada no abastecimento de um data center é tratada a fim de se adequar ao consumo dos servidores. Por precisarem estar sempre ligados, é fundamental disponibilizar uma fonte de energia ininterrupta.

Portanto, é comum que data centers contem com redes redundantes de energia. Ou seja, se uma falhar, é possível trocar para outra imediatamente. Além disso, infraestrutura elétrica dos data centers também é composta por redes de geradores e nobreaks.

Vale frisar que servidores podem consumir 3 kilowatts (três mil watts) de energia por rack nos data centers menores, dependendo de sua utilização. Já os racks maiores podem consumir entre 12 a 15 kilowatts.

Ou seja, considerando que os grandes data centers podem contar com até 600 racks de servidores, seu consumo total de energia pode chegar a 9 megawatts (9 milhões de watts). Para se ter uma ideia, um computador doméstico consome aproximadamente 200 watts.

Dado ao seu alto consumo de energia, se torna mais viável implantá-los em cidades menores. Afinal, o custo da energia elétrica nessas regiões costuma ser menor. Por essa razão os grandes data centers ficam mais afastados dos grandes centros urbanos.

Ainda assim, é plenamente viável alocar um data center de grande porte em meio a uma cidade. Contudo, os gastos com energia deverão ser levados em consideração na comparação custo-benefício.

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Refrigeração

É importante deixar claro que os servidores não constituem a única fonte de despesa com energia em um data center. Afinal, enquanto trabalham, os servidores geram calor. Caso não sejam adequadamente refrigerados, eles podem elevar a temperatura da sala de servidores a de mais de 50ºC.

Para prevenir danos ou incêndios, os servidores contam com um dispositivo que os desliga quando atinge altas temperaturas. Entretanto, uma interrupção nos serviços prestados pelo servidor podem ocasionar grandes prejuízos à operação da empresa.

A fim de evitar esse tipo de problema, os data centers contam com sistemas redundantes de refrigeração de ar. Contudo, isso demanda ainda mais energia elétrica.

Estima-se que a refrigeração consome entre 40% e 50% da energia utilizada pelos racks. Ou seja, se os racks de um grande data center consomem 9 megawatts de energia, passam a ser necessários outros 3,6 a 4,5 megawatts para mantê-los devidamente refrigerados.

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Por isso, muitas empresas decidem instalar seus data centers em regiões mais frias. Inclusive, na Noruega, Finlândia e Islândia é possível usufruir de um método de refrigeração conhecido como free cooling.

O que é free cooling?

Também é conhecido como arrefecimento gratuito. Trata-se de uma técnica que explora a diferenças de temperatura entre ambientes para a produção de refrigeração. Ou seja, ao invés de usar equipamentos de ar condicionado para resfriar o ambiente, o método canaliza o ar, já frio, do ambiente para dentro da sala dos servidores. Contudo, embora gere economia, esse método pode trazer consigo algumas desvantagens. Afinal, o ar sujo pode contaminar os computadores, reduzindo assim a sua vida útil.

Uma alternativa para reduzir custos com refrigeração de data center vem sendo testada atualmente. Trata-se da instalação de servidores no fundo do mar.

Telecomunicações

Além de refrigeração adequada, os computadores do data center precisam se comunicar com a internet para executar seu trabalho. Ou seja, demandam uma rede robusta de telecomunicações para assegurar a entrada e saída de dados.

Tal como a rede elétrica, a rede de telecomunicações dos data centers precisa ser redundante. Por isso, geralmente, ela é oriunda de operadoras diversas. Afinal, essa medida viabiliza que que o data center continue funcionando mesmo mediante falha de uma das operadoras.

As redes chegam e saem do data center por meio de grossos cabos de fibra óptica. Entretanto, ao chegar no data center a rede não é direcionada diretamente para os servidores. Antes ela passa por uma central de telecomunicações com roteadores e equipamentos responsáveis por distribuir as fibras entre os racks.

Portanto, quando um usuário acessa seu e-mail, a informação deixa seu computador e trafega por várias redes até um data center. Ela passa, então, pela central de telecomunicações e esta escolhe para qual rack o usuário deve ser direcionado para conseguir acessar sua caixa de mensagens. Vale lembrar que isso ocorre de forma bem rápida.

Ainda hoje a fibra óptica permanece sendo a tecnologia de transmissão de dados mais avançada do mundo. Contudo, elas vêm evoluindo a fim de viabilizar um trânsito de informações ainda mais rápido.

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3. Setor de apoio

O setor de apoio a servidores inclui cuidados com sua manutenção. Afinal, falhas podem ser fatais e ameaçar seriamente a saúde do negócio. Uma simples parada em um data center pode gerar um prejuízo enorme. E a interrupção da continuidade do serviço pode ter diversas causas, incluindo falha humana.

Para prevenir esse tipo de problema, é imprescindível contar com um serviço de manutenção especializado 24×7. Contudo, a maioria das empresas opta por investir em aplicações paliativas, como contratar de forma fragmentada a manutenção de alguns equipamentos.

É preciso ter em mente que a manutenção especializada consiste em um serviço bastante específico e delicado. Portanto, é fundamental ter um apoio qualificado. Ou seja, a empresa parceira deve ter equipes próprias, especializadas e redundantes. Afinal, só assim ela conseguirá garantir a resolução de eventuais falhas, principalmente durante a noite, fins de semana e feriados.

Além de tudo isso, é importante lembrar que os data centers geralmente armazenam dados confidenciais. Portanto, grandes empresas dificilmente revelam o endereço de seu data center. Essa medida visa dificultar o acesso de pessoas mal-intencionadas ao edifício.

Quando a empresa precisa de um servidor?

Essa dúvida acomete grande parte dos empresários. Afinal, ter um servidor demanda muito empenho técnico e despesas. Contudo, é necessário avaliar o negócio de forma imparcial para saber se a empresa de fato pode continuar operando sem um servidor.

Uma forma de fazer essa auto reflexão é por meio do formulário abaixo:

Sua empresa utiliza dois ou mais computadores?

Sim: Ao centralizar o armazenamento de informações, se torna possível compartilhar arquivos com maior facilidade. Isso, além de gerenciar as informações relacionadas ao negócio com maior eficiência.

Não: Por enquanto, não há a necessidade de investir em um servidor.

A força de trabalho de sua empresa é móvel?

Sim: Organizações com força de trabalho móvel, seja em regime home office ou que viaja frequentemente, necessitam de um servidor. Com ele, colaboradores conseguem se conectar à rede da empresa e acessar informações de qualquer lugar.

Não: Se sua empresa só utiliza um computador e ele é um notebook, por enquanto, não há a necessidade de investir em um servidor.

Existe a prática de compartilhamento de documentos entre múltiplos computadores na sua empresa?

Sim: Nesse caso, o risco de perder arquivos importantes é alto. Isso sem falar na replicação de documentos, o que pode gerar retrabalho. Ao centralizar o armazenamento em um servidor, fica mais fácil garantir a integridade das informações.

Não: Se sua empresa só utiliza um computador, ele é um notebook e você não tem o hábito de compartilhar arquivos, por enquanto, não há a necessidade de investir em um servidor.

Caso você perca arquivos importantes, há um meio de restaurá-los?

Sim: Se sua empresa só utiliza um computador, ele é um notebook, você não tem o hábito de compartilhar arquivos e consegue restaurar arquivos perdidos, por enquanto, não há a necessidade de investir em um servidor.

Não: Nesse caso, ao contar com um servidor, é possível realizar backups das informações para um sistema específico de recuperação. Dessa forma, em caso de exclusão ou corrupção de dados, acidental ou não, o usuário pode restaurá-los facilmente.

Você hospeda seu próprio site?

Sim: Se sua empresa só utiliza um computador, ele é um notebook, você não tem o hábito de compartilhar arquivos, consegue restaurar arquivos perdidos e hospeda seu próprio site, por enquanto, não há a necessidade de investir em um servidor.

Não: Com um servidor se torna viável desenvolver e gerenciar seu próprio site. Isso confere praticidade à administração dos negócios.

O acesso a periféricos, como impressoras, é compartilhado?

Sim: Se sua empresa compartilha periféricos é porque há mais de um computador conectado à rede. Se há mais de um computador conectado à rede, você precisa de um servidor.

Não: Servidores viabilizam que múltiplos usuários acessem periféricos. Além disso, eles organizam as tarefas em filas, o que facilita bastante a gestão do trabalho.

Afinal, para que minha empresa precisa de um servidor?

Primeiramente, ao centralizar as informações e dados existentes nos demais computadores da empresa, os servidores corporativos constroem uma grande rede de comunicação. Esta é capaz de agilizar e ampliar a performance das atividades.

Portanto, escolher um servidor corporativo deve ser considerado um grande passo na profissionalização de um negócio. Afinal, ao empregar esse recurso, a gestão da empresa será significativamente otimizada.

Confira abaixo o porquê:

Como servidores corporativos podem melhorar meu negócio?
O compartilhamento de informações entre equipes é facilitado. Afinal, todos os colaboradores estarão conectados a um mesmo ponto.
A organização de informações é beneficiada. Afinal, todos os dados estarão centralizados, evitando a perda ou duplicação de arquivos.
Os processos de TI são simplificados. Afinal, através do servidor, o profissional poderá instalar programas, adicionar usuários e realizar diversas outras tarefas. Além disso, o servidor também facilita a monitoração da estrutura de forma mais eficiente.
Os servidores corporativos auxiliam a empresa a ficar mais segura. Afinal, a gestão de firewall e antivírus pode ser feita com mais facilidade. Isso além da identificação de ameaças, que também é beneficiada pelos servidores corporativos.

Embora sejam bastante úteis, os servidores corporativos precisam ser bem escolhidos e instalados. Caso contrário, eles não cumprirão com suas funções de forma satisfatória.

Para isso, é essencial que a escolha do servidor seja feita por um profissional de TI especializado. Afinal, ele será capaz de analisar as necessidades reais da empresa e decidir qual é a melhor solução para cada caso.

Quais são os tipos de servidores?

Existem servidores físicos e os servidores em nuvem. Conforme explicado, manter servidores corporativos físicos podem gerar uma grande despesa para a empresa.

Servidores corporativos em nuvem

Por conta disso, a procura por servidores em nuvem vem crescendo exponencialmente. Afinal, como podem ser contratados conforme a necessidade da empresa, eles geram uma boa economia.

Além disso, por não serem dependentes de estruturas físicas, as soluções em nuvem beneficiam  processos de expansão em curto prazo. A disponibilidade contínua e sua flexibilidade também conferem mais agilidade aos processos de TI.

Outras vantagens que o servidor em nuvem leva sobre os servidores físicos são:
  • A estrutura física da empresa precisa ser ampla para comportar um servidor próprio;
  • É necessário que haja uma ventilação especial;
  • Em caso de mudança de endereço, crescimento da operação e expansão da equipe, o servidor também precisará crescer.

Entretanto, por mais benefícios que os servidores corporativos em nuvem possam oferecer, é essencial atentar a alguns pontos. Afinal, cada negócio tem suas peculiaridades que precisam ser consideradas na hora de escolher um servidor.

Isso, porque o servidor escolhido refletirá o número e o tipo de aplicativos a serem executados. Portanto, antes de decidir, é fundamental saber quantos usuários ele deverá comportar. Aplicativos tradicionais, como impressão, compartilhamento de documentos em Word, Excel, etc. geram demandas de processamento simples. Ou seja, um único servidor de baixo custo pode gerenciar toda a empresa sem complicações.

Contudo, tarefas como hospedagem de bibliotecas de imagens ou de grandes bancos de dados demandam mais potência de processamento. Essa potência, por sua vez, demanda discos rígidos maiores e mais rápidos, além de conexões de rede com maior capacidade.

Servidores corporativos físicos

Em geral, os servidores contam com recursos de hardware aprimorados. É o caso de múltiplos processadores de vários núcleos, vários discos rígidos para gerar maior capacidade e redundância de informações, memória mais rápida para melhorar o desempenho dos aplicativos e placas de rede especializadas.

Confira a seguir breves explicações sobre cada necessidade de um bom servidor:

Placa de sistema

Também conhecida como placa-mãe, consiste na principal placa de circuitos do computador. Afinal, é a ela que todos os outros componentes do servidor se conectam.

Na placa de sistema encontram-se o processador (também chamado de CPU), a memória com seus slots de expansão, o circuito de suporte (conhecido também como chipset), e o controlador de disco rígido, além das portas de entrada e saída para periféricos, como mouse, teclado, etc. Vale lembrar que algumas placas de sistema incluem recursos integrados adicionais. É o caso dos adaptadores gráficos, controladores de disco SCSI e interfaces de rede.

Processador

Este é o cérebro do servidor. Por isso, a quantidade de processadores, tal como sua velocidade, afetam diretamente a capacidade do servidor de suportar aplicativos. É válido ressaltar que os processadores estão sempre mudando. Ou seja, pode ser difícil determinar qual é o mais adequado para cada aplicativo. Portanto, o profissional de TI deverá considerar três características principais ao selecionar um processador.

Velocidade do relógio

Consiste na velocidade em que o processador opera. Geralmente, ela é medida em gigahertz (GHz) e, quanto mais rápido melhor. Ou seja, servidores mais rápidos geram um melhor desempenho. Na prática, isso é refletido na  capacidade de suportar mais contas simultâneas de Outlook ou gerenciar mais solicitações da Web durante períodos de pico, por exemplo. Portanto, investir em um processador com maior frequência aprimora o desempenho do sistema além de assegurar o gerenciamento de demandas futuras.

Contagem de núcleos

Consiste na quantidade processadores físicos no próprio processador. Hoje em dia a maioria das CPUs de servidor contam com dois a quatro núcleos. Núcleos múltiplos aprimoram a realização de tarefas nos servidores que executam vários aplicativos. Ou seja, a busca por vírus pode ser realizada em um núcleo ao mesmo tempo em que o backup de dados é executado em outro núcleo independente.

Tamanho do cache

Processadores têm uma memória integrada de alta velocidade. Esta localiza-se na unidade de processamento central (CPU). Portanto, um cache maior diminui a frequência exigida pela CPU para a recuperação de dados da memória de sistema que fica fora da CPU. Em geral, isso aprimora a capacidade de resposta do sistema e fornece uma melhor experiência de usuário. Ou seja, CPUs com contagens de núcleos e frequências maiores  têm caches maiores. E isso fornece uma performance melhor.

Memória

Esta atua como o lugar no qual o servidor controla temporariamente arquivos recém abertos. Esses chips especializados de alta velocidade são chamados de memória RAM. Ela foi projetada para permitir um acesso rápido e lembrar o usuário onde o arquivo encontra-se no sistema de disco rígido permanente.

Quanto mais RAM, mais operações o servidor conseguirá gerenciar simultaneamente sem a necessidade de acessar os discos rígidos. Afinal, eles são consideravelmente mais lentos que a RAM.

Sistemas de disco rígido

Os discos rígidos conferem ao servidor uma vasta biblioteca com todos os arquivos passíveis de acesso. Portanto, o tamanho e o tipo dos sistemas de disco rígido podem variar de acordo com a quantidade de dados que a empresa precisa armazenar.

Armazenamento interno

Em geral, os servidores estão configurados com um disco rígido grande, semelhante ao do desktop. Contudo, os discos rígidos do servidor foram projetados especificamente para tempos de acesso rápidos. Isso, além da capacidade de adicionar múltiplos discos rígidos internamente. Ou seja, eventualmente, o usuário poderá adicionar mais discos rígidos e anexar sistemas de disco rígido externo.

Controlador de rede

Trata-se de uma das partes mais importantes de um servidor. Afinal, o controlador de rede gerencia as entradas e o tráfego de clientes em outros computadores.  

Fonte de alimentação

Servidores corporativos precisam de uma fonte de alimentação mais potente. Vale frisar que, quanto mais discos rígidos o servidor hospedar, maior será a potência demandada.

Software de servidor

Os requisitos para o sistema operacional de um servidor não são os mesmos que os de um desktop. Afinal, um servidor tem mais capacidade para compartilhar dados de forma segura e reduzindo eventuais gargalos.

Por isso, para servidores de empresas de pequeno a médio porte, a Dell recomenda a série pré-instalada de sistemas operacionais do Windows Server 2008. Os sistemas operacionais do Windows Server podem, inclusive, ser pré-instalados na fábrica.  Além de ser mais econômica, essa estratégia também diminui as complicações de instalar o software sozinho.

Autenticação centralizada

Servidores corporativos podem hospedar um diretório central do usuário. Este conta com os nomes de usuários e suas respectivas as senhas. Ou seja, todos os sistemas na rede encontram-se conectados ao servidor. Isso viabiliza aos usuários acessarem qualquer desktop na rede com seu nome de usuário e senha. Ao fazerem isso, suas configurações e arquivos são exibidos como se estivessem usando seu próprio computador. Essa funcionalidade é extremamente útil do ponto de vista da segurança, além de fornecer a base para outros benefícios da computação em rede.

Compartilhamento de arquivos

Esse mesmo diretório central do usuário pode ser usado para autorizar, ou não, o acesso a determinados arquivos. Afinal, ao dedicar uma parte do servidor a cada usuário, informações confidenciais podem ser armazenadas em um local no qual apenas seu proprietário possa acessá-las.

Aplicativos centralizados

Aplicativos de gerenciamento de recursos do cliente ou de inventário podem ser executados através do servidor e utilizados pelos funcionários. Tudo isso garantindo a segurança dos dados por meio do armazenamento redundante do servidor. Em boa parte das empresas, esses aplicativos são essenciais. Portanto,  mantê-los seguros é imprescindível. Em especial, conforme a empresa cresce.

Backup de dados

Este consiste em uma das funcionalidades mais importantes que um servidor pode oferecer. Em situações onde ocorrem de falhas catastróficas, como incêndios ou enchente, o acesso aos dados podem se a diferença entre a continuidade do negócio ou seu término. Portanto, o software de backup em execução no servidor realiza cópias do sistema operacional e dos arquivos para outro dispositivo de armazenamento externo. Uma vez concluídos, os backups podem ser guardados em outro local para maior segurança.

Se você está perdendo muito tempo na movimentação de informações em sua organização, está tendo problemas para obter a eficiência real de seus computadores atuais ou, ainda, se preocupa com as segurança dos dados, este é o momento de adquirir seu primeiro servidor.

Infraestrutura de rede

Existe ainda a questão da infraestrutura de rede a se considerar. Afinal, a maior parte das empresas não consegue mensurar quanto prejuízo uma queda no sistema pode acarretar para o negócio.

A indisponibilidade pode ter custos diferentes de um negócio a outro. Afinal, dependendo da atividade da empresa, uma uma interrupção ao meio dia é mais onerosa do que uma que ocorra às 2h da manhã. Portanto, saber calcular o impacto de uma interrupção, permite à empresa adotar medidas que previnam novas incidências.

O coração da TI

Além disso, se o servidor é o cérebro, a infraestrutura de rede é o coração da TI. Portanto, é fundamental levar em consideração e e calcular o tempo de toda a infraestrutura. Ou seja, mensurar quanto tempo leva para recuperar um serviço ou sistema. Uma vez que o custo de inatividade tenha sido calculado, é natural que a percepção sobre a análise da infraestrutura mude.  

Portanto, o passo seguinte consiste em selecionar tecnologias adequadas para suportar serviços críticos. Hoje em dia existem diversas ferramentas para essa finalidade. É o caso de monitoramento remoto de equipamentos ou de serviços baseados em nuvem, arquiteturas específicas para reiniciar máquinas virtuais rapidamente e de duplicação.

Porém, identificar uma abordagem que vá de encontro aos objetivos de disponibilidade da empresa não é fácil. Afinal, ela precisa coincidir com o investimento que a empresa está disposta a fazer para proteger sistemas críticos.

Por que terceirizar?

Outra opção é a terceirização da infraestrutura. Esta viabiliza a utilização de um data center, sites backups e de planos de continuidade para que a operação se mantenha disponível continuamente.  

Contudo, é importante ressalta que o objetivo da empresas deve ser atingir 100% de disponibilidade penas para as aplicações críticas. Afinal, manter a infraestrutura de rede disponível 24×7 beira o impossível. Ou seja, a rede custa bastante dinheiro para existir. Portanto, os serviços que ela suporta devem estar em conformidade com o negócio.

Quer uma opinião profissional sobre qual é o melhor tipo de servidor para a sua empresa? Entre em contato conosco!

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