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Transforme seus dados em ativos em 5 passos

Por Juliana Gaidargi em 1/07/2020 em Negócios

Como CIO de uma das maiores empresas de análise de dados do mundo, Nick Daffan, sabe muito sobre transformar dados em ativos valiosos. Daffan é CIO da Verisk Analytics, empresa norte-americana de análise de dados e avaliação de riscos. Portanto, seus conselhos sobre como transformar dados em ativos são bastante valiosos.

Big Data para pequenas empresas

Inclusive, vale lembrar que transformar dados em ativos é o objetivo de praticamente todo CIO. Especialmente conforme a função evolui para se concentrar menos no tempo de atividade do sistema e mais no uso de dados para impulsionar os negócios. 

Com isso em mente, Daffan oferece algumas orientações sobre como obter um monte de dados em ativos aproveitáveis e impactantes.

Embora Daffan admita que a criação de dados úteis seja “um desafio multidimensional”, ele oferece algumas etapas fundamentais que todo líder de TI deve adotar.

1. Construa uma cultura orientada a dados

Se a cultura da sua empresa não inspirar entusiasmo em aproveitar os dados de novas maneiras, será difícil transformar dados em ativos. Afinal, a ponta da lança na criação de uma cultura orientada a dados, é ter uma “equipe de pessoas com capacidade e curiosidade para usar dados estrategicamente”, segundo Daffan. 

“Você precisa de pessoas que entendam como fontes de dados diferentes podem interagir para resolver problemas de negócios.”

Ele afirma ainda que pensa em seus cientistas de dados como uma comunidade.  Segundo ele, sua equipe tem um bom tamanho e se reporta ao chefe de análise. Este se reporta à Daffan. Contudo, também contam com equipes que residem nas unidades de negócios.

Depois que o grupo central de cientistas de dados tiver desenvolvido um recurso de modelagem de dados pronto para uso comercial, os cientistas de dados da unidade de negócios os integrarão a um produto que atenda a uma necessidade específica do cliente.

“Nosso conceito permite que as pessoas circulem livremente pela comunidade de ciência de dados, alternando entre as unidades de negócios e saindo de uma empresa para outra. O conceito geral é ter uma comunidade onde métodos e informações fluam livremente para onde são mais necessário”

2. Ofereça um trabalho interessante e impactante

Toda empresa precisa de cientistas de dados criando um mercado restrito de talentos. Para combater esse desafio, Daffan sugere que você entenda que os cientistas de dados querem o que todos nós queremos: trabalho interessante que cria um impacto. 

“Eles querem colocar em mãos dados com profundidade e amplitude, e querem trabalhar com as ferramentas e métodos mais avançados. Eles também querem ver seus modelos implementados, o que significa ser capaz de ajudar seus clientes, parceiros de negócios e clientes usando os dados de maneira produtiva.”

Mas o que constitui dados interessantes, afinal?

Segundo Daffan, o desafio de integrar dados não estruturados com dados estruturados gera muito interesse na comunidade de ciência de dados. Por exemplo, os cientistas de dados de uma companhia de seguros de vida têm acesso a um grande volume de dados estruturados. Isso inclui informações sobre políticas e reivindicações. Em seguida, eles podem criar camadas de dados não estruturados, como bibliotecas de imagens ou formulários de seguros ou mesmo dados de uma ferramenta de reconhecimento de voz. “É aí que se torna interessante”, diz Daffan.

3. Conheça as regras

Todos na sua empresa entendem como seus contratos e questões regulatórias determinam exatamente como você pode usar seus dados? Afinal, se os funcionários não entenderem os limites do uso de dados, eles podem ficar nervosos demais para inovar

“Se suas equipes não tiverem um entendimento completo dos usos apropriados dos dados, elas vão exceder e usar dados de maneira inadequada ou irão para o outro extremo. Ou seja, irão apenas se retrair e não fazer nada”, diz Daffan.

Como a última coisa que você deseja fazer é criar um recurso de dados que esteja fora do que você tem contrato, Daffan faz uma sugestão. Entender as regras contratuais e regulatórias dos dados e defini-las de uma maneira que as pessoas possam entender facilmente. Afinal, saber que você está do lado certo das permissões é um grande facilitador da inovação. 

4. Identifique vitórias rápidas

Sim, fazer com que seu CEO e gerência sênior evangelizem a importância dos dados é fundamental para o desenvolvimento de uma empresa orientada a dados. Entretanto, não se preocupe se você não puder consolidar esse suporte com resultados reais.

Digamos que você seja CIO de uma empresa de serviços financeiros e tenha acesso aos dados bancários e às informações do cartão de crédito de seus clientes. 

“Se você conseguir reunir os dados da conta, pagamento do cliente e transações comerciais, poderá produzir uma visão dos gastos do cliente que não possuía antes. A capacidade de fornecer informações sobre qual veículo de pagamento um cliente usa para diferentes tipos de compras pode ser muito útil para a estratégia de desenvolvimento de produtos de um banco.” 

Portanto, qualquer aumento antecipado de receita que você possa fornecer de um projeto de análise de dados ajudará bastante a criar a cultura necessária para estratégias de longo prazo.

5. Mantenha-se flexível

Sua cultura tem fome de dados e seus cientistas de dados estão a bordo. A última coisa que você quer fazer é perder todo esse momento, tornando o acesso aos dados complicado. Portanto, é fundamental encontrar soluções de dados flexíveis para o seu modelo de negócios. 

Dessa forma, torna-se relativamente mais fácil criar ambientes de nuvem personalizados que permitem que os cientistas de dados usem suas ferramentas favoritas para acessar os dados. 

Dessa forma, torna-se relativamente mais fácil criar ambientes de nuvem personalizados que permitem que os cientistas de dados usem suas ferramentas favoritas para acessar os dados

Fonte:

CIO.com