Por Juliana Gaidargi em 27/09/2018 em Artigo

Um servidor tem como objetivo armazenar e distribuir arquivos na rede. Ele trabalha com um sistema operacional especializado projetado para o uso de diversos usuários e compartilha dados de forma colaborativa. Ou seja, atua como um sistema de arquivamento central para todos os documentos. Além disso, é criado para rodar aplicações massivas. Entre elas, encontram-se contas de e-mail, aplicativos de mensagens instantâneas e impressoras. Isso além de outras funcionalidades, como compartilhamento de calendários, base de dados e software de gestão com o cliente.

O servidor também pode hospedar uma rede intranet e distribuir informações para os colaboradores de forma rápida e segura. Vale lembrar que alguns servidores de arquivos também possuem objetivos diferentes, como backup e armazenamento remoto de dados.

 

Qual é o momento de implantar um servidor na empresa?

 

Assim que uma empresa conta com mais de dois computadores, deve-se considerar investir em um servidor. Afinal, através dele a empresa conseguirá manter seus dados seguros e organizados. Dessa forma, o gestor poderá focar em seus negócios de maneira mais eficiente e profissional. O servidor é visto como uma solução única para e-mail, conectividade com a internet, websites internos, acesso remoto, suporte a dispositivos móveis, compartilhamento de arquivos e impressoras, backup e restauração e tudo mais que uma empresa em desenvolvimento precisa para crescer.

Isso porque, ao armazenar e organizar os dados em um local centralizado, se torna viável acessar e compartilhar arquivos facilmente, além de gerenciar informações de negócios com mais eficiência. Empresas com uma força de trabalho móvel, funcionários que trabalham de casa e viajam com frequência, definitivamente precisam contar com esse recurso para que os colaboradores possam se conectar remotamente à rede da empresa e acessar informações independentemente de sua localização geográfica.

 

Servidores e segurança

Além disso, o servidor pode ser a solução ideal caso seja um hábito entre os colaboradores de uma empresa compartilharem documentos entre vários computadores. Isso porque esse costume configura um risco significativo de perda de arquivos importantes.  Além de também facilitar a duplicação de documentos vitais. Entretanto, ao contar com um servidor, a empresa poderá manter arquivos gerenciados e fornecer um local centralizado para armazenar e organizar documentos importantes, garantindo acesso constante a documentos conforme a demanda.

Além de tudo isso, o servidor protegerá esses arquivos para que não se corrompam ou se percam. Essa segurança é garantida por meio da realização de um backup de informações. Este poderá, ainda, restaurar arquivos que foram excluídos ou colocados fora de lugar acidentalmente. O fato de nunca mais ter de se preocupar com um disco rígido danificado que apaga todo o sistema também é um ponto positivo desse recurso.

 

Por que é importante ter um servidor?

A medida em que uma empresa cresce, o servidor viabiliza um melhor gerenciamento dos computadores e aplicativos adicionais. Isso, além de controlar quais funcionários e dispositivos têm acesso a determinadas informações. Ele permite, ainda, restringir o acesso a informações confidenciais, como registros financeiros e dados pessoais. Não obstante, também possibilita que o gestor de TI gerencie melhor firewalls e proteção antivírus. Isso é importante principalmente quando a empresa tiver uma força de trabalho móvel.

Além disso, manter um servidor ativo e bem compartilhado permite a adição de plataformas facilmente. Entre elas, encontram-se softwares de CRM e programas de contabilidade. Isso viabiliza o agendamento de reuniões de grupo, o compartilhamento de informações e o gerenciamento de clientes e de fornecedores. Ele também possibilita que funcionários enviem e-mails e fax para um grupo e organizem contatos e dados de clientes em um único local.

 

Principais benefícios

Confira uma lista dos principais benefícios de manter um servidor na empresa:

  • Criar ordem: centralize os dados e gerencie melhor as informações importantes da empresa. O compartilhamento de dados entre computadores e a migração de arquivos de um PC para outro também são facilitados;
  • Proteja os arquivos: restaure dados importantes e os proteja por meio de backups periódicos;
  • Trabalho móvel e remoto: o servidor para empresa possibilita que funcionários autorizados possam ter acesso à rede de modo remoto. Ou seja, eles podem compartilhar dados quando estiverem trabalhando em casa ou mesmo durante viagens;
  • Banda larga: um dos maiores atrativos dos servidores para empresas, especialmente as de pequeno porte, é o acesso a uma internet de alta velocidade;
  • Demonstre profissionalismo: realce a imagem da empresa ao conectar-se de forma mais rápida e segura com os clientes.

Como escolher um servidor?

 

 

Tal como em qualquer aspecto, uma empresa deve avaliar suas reais necessidades antes de adquirir qualquer tipo de equipamento ou tecnologia. A seguir, confira algumas questões que devem ser respondidas antes de investir efetivamente na aquisição de um servidor:

  • Sua equipe costuma compartilhar planilhas de dados e banco de dados pequenos?
  • Os colaboradores precisam usar a internet apenas para fazer downloads de pequenos arquivos e fins de navegação?
  • Qual é o tamanho da sua tecnologia? Ou seja, quantos computadores, notebooks ou tablets sua empresa utiliza?
  • Quais são as suas atividades?
  • O que precisarei fazer para manter o bom funcionamento do servidor?

Por meio dessas perguntas, um gestor atento conseguirá avaliar se a empresa precisa de um servidor com menor capacidade, no caso de utilizações de baixo impacto, como downloads pequenos e navegação, por exemplo. Também conseguirá avaliar se precisará investir em um servidor mais robusto. Esta é a melhor opção para empresas que compartilham de bancos de dados maiores, fazem edição de vídeos e tratamento de fotos.

Em relação à manutenção do servidor, é importante frisar que ele demandará o trabalho de um profissional capacitado a configurá-lo. Além disso, esse profissional precisará realizar backups periódicos a fim de manter a segurança e o bom funcionamento da ferramenta. Afinal, nela estarão centralizadas praticamente todas as atividades e informações importantes da empresa.

 

Quais são os tipos de servidores existentes no mercado?

 

 

  • Servidores Tower:

    São os mais básicos do mercado. Seu custo e o espaço disponibilizado são similares aos de um computador comum. Suas unidades independentes possuem todos os componentes inerentes a um servidor, como disco rígido, placa-mãe, CPU, placa de rede e cabeamento, entre outros. No servidor tower há a possibilidade de adicionar um disco para que seja feito o armazenamento com storage DAS.

    Torres, como são mais conhecidos, são os servidores voltados mais para empresas de pequeno porte e necessitam de um monitoramento de sistema simples, porém capaz de promover a segurança. Especialistas, inclusive, recomendam esses servidores de arquivos para empresas que estão começando. O modelo de Torre também oferece mais flexibilidade. Isso, porque ele pode ser facilmente adaptado de acordo com o que cada empresa precisa, como, por exemplo, o número de discos rígidos. Além disso, eles produzem menos ruído do que outros modelos disponíveis;

  • Servidores Rack:

    Possuem slots de expansão, que consistem em lugares na placa-mãe que podem aumentar os recursos do computador. Esses slots de expansão têm o objetivo de adicionar cartões de interface. Eles também visam fornecer uma ligação física a uma determinada rede. A configuração com os slots de expansão é uma forma de utilizar os espaços com mais eficiência. Servidores de arquivos Rack possibilitam, conforme necessário, incluir novos servidores.

    Isso além de se conectarem a um armazenamento NAS, que é anexado à rede, ou SAN, uma rede de área de armazenamento. Outros pontos importantes sobre esse modelo é que os servidores Rack possuem limite em relação à instalação de outros drives e memórias e trabalham próximo dos outros. Por isso, eles requerem um sistema climático para manter a temperatura ideal. Dessa forma, evita-se o superaquecimento do equipamento. Por conta disso, suas ventoinhas fazem ruídos e, consequentemente, os servidores de arquivos Rack costumam ficar isolados em uma sala da empresa, demandando a disponibilização de um espaço físico;

  • Servidores Blade:

    São pequenas caixas desenhadas em forma de módulos que se ajustam a um espaço menor. O servidor é composto de equipamentos para armazenamento de dados, componentes de energia, resfriamento, ventilação e rede, entre outros. Tudo isso deve ser controlado por um gerenciamento adaptado. Em servidores de arquivos Blade é possível adicionar switches, ethernet e firewalls dentro do mesmo módulo do servidor.

    Esse modelo de estrutura requer menos espaço do que a estrutura Rack, usa menos energia, diminui o calor e também os gastos com o sistema de resfriamento. Módulos do Blade também podem aumentar os servidores em mais de 60% em uma empresa, sendo ideais para aquelas que possuem um número maior de colaboradores e utilizam mais capacidade de arquivamento e processamento de dados;

  • A nuvem como alternativa:

    A nuvem é uma outra opção para empresas de pequeno porte no que diz respeito à administração e armazenamento de arquivos. Esse modelo proporciona benefícios, como o baixo investimento financeiro requerido, uma menor equipe de TI para gerenciamento e equipamentos e softwares fornecidos pela empresa contratada. Ao optar pela nuvem, é importante escolher uma distribuidora do sistema que seja confiável, pois ao menor sinal de crise ela pode fechar e, consequentemente, configurar um alto risco na segurança dos dados da empresa.

 

O hardware faz diferença?

Conhecer os tipos de servidores existentes é importante para uma tomada de decisão mais assertiva, mas, além dele, é importante que o gestor de uma empresa entenda a importância da escolha dos componentes do hardware para garantir o bom funcionamento do equipamento.

Conheça abaixo o papel e a relevância das principais peças de hardware responsáveis por conferir qualidade a um servidor:

  • Placa-mãe:

    Trata-se da principal placa de circuitos do computador. Ela precisa ser adequada aos demais componentes e são peças vitais para a escolha do servidor ideal;

  • Processadores:

    Os processadores podem ser considerados a alma dos servidores. Por esse motivo, é imprescindível dedicar uma atenção especial à sua escolha. Em geral, um servidor possui vários processadores, mas, além da quantidade, também é necessário levar em consideração alguns fatores, como:

– A velocidade de processamento, pois quanto mais rápido, melhor será o desempenho do sistema como um todo;

– A contagem de núcleos, isto é, o número de processadores físicos no próprio processador. Esses núcleos são os responsáveis por viabilizar a realização de tarefas simultâneas de forma independente;

– O tamanho do cache, pois quanto maior, melhor será a resposta do sistema. O cache é uma memória de alto desempenho que fica dentro do processador. Ela serve para aumentar a velocidade no acesso aos dados e instruções armazenadas na memória RAM.

  • RAM:

    A memória RAM é uma espécie de memória temporária para facilitar o acesso a arquivos. Com isso, quanto maior for a memória RAM do servidor, maior a quantidade de operações que poderão ser executadas e gerenciadas ao mesmo tempo;

  • Disco rígido:

    O disco rígido atua como uma espécie de biblioteca para os arquivos armazenados no servidor. A escolha do tamanho desse componente costuma depender das necessidades e quantidade de arquivos que a empresa possui. Ainda assim, é sempre possível aumentar a capacidade de armazenamento por meio da adição de mais discos rígidos externos.

    Também é possível aumentar a segurança de armazenamento através da gravação dos dados e arquivos em outro disco rígido, chamado sistema RAID;

  • Controlador de rede:

    Esta peça do hardware é fundamental. Ou seja, ela é a responsável por controlar a entrada e o tráfego de usuários da empresa no servidor;

  • Fonte de alimentação:

    Em geral, os servidores utilizam fonte de alimentação de 300 watts. Isso porque suas necessidades são maiores do que as de um computador padrão. Vale ressaltar que, caso haja discos rígidos acrescentados, o consumo de energia do servidor pode aumentar, demandando uma fonte mais poderosa.

 

Sistema operacional

 

Além de conhecer os principais modelos de servidores e os componentes que os fazem funcionar com um melhor desempenho, é importante que gestores focados no sucesso saibam um pouco sobre qual sistema operacional atende melhor às necessidades da sua empresa.

Existem dois sistemas operacionais muito utilizados em âmbito global: Windows e Linux. Eles são bastante diferentes entre si e, por isso, é preciso entender como cada um deles funciona antes de instalá-los no servidor da empresa.

 

Windows Server

Este sistema operacional é proprietário, ou seja, pertence a uma empresa, no caso, a Microsoft. Por conta disso, para utilizá-lo é preciso pagar pelo direito de uso da licença.

Por se tratar de um software proprietário, as atualizações de versão são disponibilizadas durante um tempo determinado e, quando uma nova versão é lançada, é necessário realizar  um upgrade de versão. Em algumas situações, se faz necessária a aquisição de uma nova licença de uso.

Essas atualizações são importantes porque o uso de versões desatualizadas, como por exemplo o Windows Server 2003 ou 2008, pode resultar na perda de informações que se dão por meio de ataques de ransomware. Isso acontece porque essas versões possuem brechas e falhas de segurança já conhecidas pelos rackers, fator que facilita a invasão.

 

Escolhendo um servidor de arquivos para sua empresa


Para licenciar o Windows Server 2016 deve-se levar em consideração a configuração do hardware do servidor. Ou seja, o número processadores, a quantidade de cores físicos e quantas máquinas virtuais serão utilizadas.

Servidores com sistema operacional Windows têm configuração e gerenciamento mais simples com as aplicações mais utilizadas no mercado. Por isso, sua interface é mais amigável, tal como o Windows Desktop. Esse sistema operacional é integrado por várias ferramentas que disponibilizam inúmeros serviços que permitem ao usuário trabalhar de forma organizada e segura.

No Brasil, a maioria dos desenvolvedores utiliza o Windows como plataforma padrão para o desenvolvimento de seus sistemas. Mesmo tendo uma interface amigável, o processo de instalação e configuração demanda um conhecimento técnico avançado. Portanto, a instalação deve ser realizada por profissionais experientes.

 

Linux

O sistema operacional Linux pertence a um nicho de mercado conhecido como Open Source. Ou seja, de código aberto. Por conta disso, ele é um software gratuito que não demanda a aquisição de licenças de uso.

Servidores com sistema operacional Linux apresentam como principais benefícios o fato de serem mais leves e econômicos. São também os mais utilizados no mundo. No entanto, justamente por se tratar de um sistema operacional com código aberto, seu gerenciamento necessita de níveis elevados de conhecimento técnico.

Vale lembrar que, diferente do Windows, o período das atualizações de versão varia de acordo com a distribuição do Linux, como por exemplo Ubuntu e Debian, entre outros. O Linux oferece dois tipos de atualizações:

Upgrade:

Pode acontecer a cada um ou dois anos. Nestes upgrades, são realizadas atualizações de todos os softwares da distribuição, além da aplicação de patches de segurança;

Update:

Neste modelo de atualização, são aplicados somente os novos patches de segurança e mais nada.

De forma geral, é comum ouvir dizer que o Linux é um sistema complicado de usar, mas isso já se tornou um mito pois, atualmente, ele já conta com uma interface tão amigável quanto o Windows. O que acontece na verdade é que, por pertencer a uma fatia menor de mercado, os profissionais que trabalham com este sistema encontram-se em menor número.

Ainda assim, é importante saber que poucos sistemas de gestão são desenvolvidos para esta plataforma, o que faz com que ela seja mais utilizada como servidor de firewall ou de serviços de internet. Outro ponto importante é que o Linux costuma sofrer menos ataques de malwares. Isso porque os rackers preferem desenvolver malwares para plataformas que consigam atingir um maior número de usuários.