Por Juliana Gaidargi em 27/09/2018 em Artigo

Uma prática que ainda não foi adotada pela maioria da população brasileira, mas que deveria, foi a manutenção de uma planilha de fluxo de caixa pessoal. Isso porque, é sabido que o cenário de crise financeira que assola o Brasil tem se agravado a cada dia. Em 2016, um  levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) entrevistou 602 pessoas em todas as capitais e, também, em cidades do interior.

Essa pesquisa mostrou que 85,9% dos brasileiros se viram obrigados a ajustar o orçamento doméstico devido à crise econômica. Na época, isso gerou um aumento significativo nos índices de desemprego. Isso, além de uma grande queda na renda da maioria da população.

Hoje em dia, em 2018, outra pesquisa realizada pelo SPC Brasil apontou que, na prática,  os brasileiros não aprenderam muita coisa com a crise enfrentada ao longo dos últimos anos. Segundo o levantamento mais recente, 8 em cada 10 consumidores não conseguiram quitar as contas mensais utilizando apenas seu orçamento habitual

Isso acontece porque cerca de 45% dos entrevistados não realizam o controle de seu orçamento mensal. Muitos, inclusive, alegaram fazer os cálculos de cabeça. Portanto, em suas concepções, não precisam manter essas informações documentadas.

 

Como sobreviver à crise sem dívidas?

Qualquer indivíduo que deseje se desenvolver profissionalmente e prosperar com tranquilidade no futuro precisa adquirir hábitos de organização financeira pessoal. Isso porque pessoas que não fazem um uso racional do dinheiro geralmente tendem a se endividar. Um grave consequência do excesso de dívidas é a inviabilidade de conquistar objetivos financeiros. Entre esses objetivos, compreendem-se a compra de um imóvel, investir na própria formação, viajar, etc.

Para manter um orçamento equilibrado e recursos de sobra, é preciso deter conhecimentos sobre finanças e planejamento. Além disso, é preciso ter disciplina para seguir uma estratégia previamente traçada. Sem isso, pode ser mais difícil uma pessoa alcançar seus próprios objetivos sem ter que se endividar.

 

Quais são os primeiros passos?

O primeiro passo para organizar as finanças pessoais é encarar a própria vida como uma empresa. Ou seja, é necessário que o indivíduo saiba qual é o seu fluxo de caixa, o qual compreende a movimentação das receitas (ganhos) e das despesas (gastos) dentro de um determinado período. Em geral, esse período tende a ser de um mês.

 


Por exemplo, imagine que uma pessoa decida que irá gastar apenas R$ 100 por mês com roupas e acessórios pessoais. Ela realiza suas compras dentro do budget pré estipulado, mas antes do mês terminar ela se deparar com uma promoção.
Após realizar esse levantamento de informações, esse indivíduo precisa criar um orçamento para planejar como seu dinheiro será empregado. Programando os gastos com antecedência, fica mais fácil notar gastos inesperados e lidar com eles.

Ao saber se já atingiu seu limite de gasto com roupas e acessórios, fica mais fácil se controlar e não comprar mais nada naquele mês. Dessa forma, o ideal é que as despesas sejam fixadas por grupos, como habitação, alimentação, educação, transporte, vestuário, lazer, saúde, etc.

Trabalhando dessa forma, o indivíduo terá uma visão macro de quanto irá gastar em determinado mês mesmo antes de receber seu salário. A partir desse controle, se torna possível também rearranjar contas até que elas caibam no valor das receitas mensais.

 

Como colocar a organização financeira pessoal em prática?

Manter a movimentação de receitas e despesas anotada, seja em papel ou planilhas, é um importante fator para a organização financeira pessoal. Outro fator é priorizar o pagamento de dívidas essenciais. Estas compreendem aluguel/financiamento, conta de luz, gás, água e mensalidade de cursos, por exemplo.

Isso porque, somente depois de quitar essas contas prioritárias o indivíduo poderá usar parte do dinheiro para gastos tidos como supérfluos. Ou seja, a compra de roupas, acessórios, ir ao cinema, jantar fora, viajar, etc.

É importante também que, a cada mês, seja realizada uma comparação entre o que foi orçado e o que foi efetivamente pago. Vale lembrar que o primeiro requisito para se ter realmente a organização financeira pessoal é atingir o superávit. Ou seja, as receitas devem superar as despesas.

É recomendado também que o indivíduo reserve cerca de 10% de sua renda mensal para formar um fundo de emergência. Manter essa reserva é crucial para situações em que a pessoa seja pega de surpresa com um gasto inesperado, como doença na família, ou até mesmo desemprego.

Além desse fundo para emergências, o indivíduo deve reservar outro percentual de sua renda para realizar seus objetivos financeiros. Aqui entra a compra de um carro ou fazer uma viagem internacional, entre outros. É possível que cada pessoa crie sua própria planilha de controle para acompanhar e regular suas despesas. Contudo, para facilitar as coisas para aqueles que não dominam o Excel, a Infonova desenvolveu uma ferramenta gratuita para auxiliar o controle das finanças pessoais de forma simplificada.

 

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Para que esta solução realmente funcione, é de suma importância que nela sejam registrados todos os lançamentos regularmente. Nesta planilha de Fluxo de Caixa Pessoal estarão registrados os gastos com cartão de crédito, o controle de saques, além de todos os compromissos de pagamento (contas).

Após preenchida, ficará mais fácil ter uma visão geral da quantia de dinheiro recebida. Com isso, o usuário poderá mensurar quanto restou após o pagamento de todos os seus débitos.

 

Como usar a planilha de Fluxo de Caixa Pessoal da Infonova?

Preencha todos os campos, com exceção das células preenchidas na cor cinza pois elas já contém informações de outros lançamentos.

Exemplo: Valor Total do Cartão de Crédito, Valor Disponível do Saque, e o mais importante: o saldo final que pode ser poupado.

 

Planilha financeira de fluxo de caixa pessoal

 

Vale lembrar que, um equívoco comum cometido pela população em geral é gastar as economias com bens depreciáveis, como imóveis e veículos, ao invés de investir em produtos que lhes tragam ainda mais dinheiro, como é o caso de aplicações financeiras e cursos de qualificação profissional.

A organização financeira pessoal deve ser realizada ao longo de toda a vida, e não somente em períodos específicos. Para isso, o indivíduo deve criar condições para que o equilíbrio das finanças perdure. Uma forma de colocar isso em prática é se manter sempre atualizado profissionalmente, com o auxílio de cursos que proporcionem reciclagem de conhecimentos, além do acompanhamento das principais tendências de mercado, assegurando assim a própria empregabilidade.

 

Como potencializar a empregabilidade com o Excel

Além de ser usado para atividades pessoais, o Excel é um programa que pode ajudar profissionais a organizarem seu cotidiano. Este artigo, por exemplo, oferece uma planilha financeira de fluxo de caixa pessoal. Essa é uma  funcionalidade que também pode ser empregada no universo corporativo.

Com o Excel é possível controlar tarefas, contabilizar o montante de vendas realizadas, agrupar contatos de clientes, e muito mais. Ou seja, seja qual for a tarefa a ser realizada em uma empresa, o Excel pode ajudar.

Portanto, deter o domínio dessa ferramenta pode ser o diferencial na hora da contratação de um profissional. Com isso, acompanhe a série de artigos sobre Excel da Infonova para aprender alguns truques sobre essa ferramenta.

 

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