Por Juliana Gaidargi em 24/10/2018 em Artigo

A terceirização de TI se tornou uma tendência em empresas de pequeno e médio porte que buscam, primordialmente, a economia de custos. No entanto, ela também é aposta nas grandes organizações. Estas, visam liberar seu capital humano para atuar exclusivamente em seu core business. Ainda assim, existem vários mitos do outsourcing que fazem com que empresários fiquem inseguros acerca desse modelo de trabalho.

Por mais que os resultados positivos desse modelo de negócio sejam visíveis, ainda existem empresários que temem terceirizar sua Gestão de TI. Isso acontece devido a fatores que não condizem com a realidade. Confira abaixo os 3 principais mitos do outsourcing em TI e suas respectivas explicações:

  1. O outsourcing não agrega valor aos serviços da empresa

Por não estar diretamente relacionado a área de negócios de um empreendimento, muitas vezes a terceirização, de forma geral, não é vista como uma solução capaz de agregar valor aos serviços da empresa. Mas, em setores como o de TI, esse tipo de solução pode ter um grande impacto no dia-a-dia da companhia. Principalmente na forma como ela gerencia os seus serviços.

Muitas vezes, um empreendimento deixa de investir em sua infraestrutura de TI devido ao alto custo empregado. Ele passa, então, a utilizar tecnologias desatualizadas que podem ocasionar falhas e outros problemas internos. Porém, através do outsourcing, tanto de serviços quanto de equipamentos de TI, o custo de propriedade e manutenção é reduzido. Ou seja, a empresa passa a ter um número maior de pessoas e dispositivos de ponta para a execução de suas atividades.

 

  1. O outsourcing é voltado apenas para grandes empresas

O outsourcing é, em muitos casos, visto como um modelo de negócios voltado para grandes empresas. No entanto, esse é um serviço que pode ter um impacto especial em empresas de pequeno e médio porte. Isso porque elas precisam enfrentar desafios inclusive maiores para competir em mercados com alta concorrência.

Ao terceirizar os serviços e a aquisição de equipamentos, uma empresa, independentemente de seu porte, consegue diminuir o impacto causado pela sua troca e direcionar melhor seus investimentos. Além disso, como a maioria dos gastos varia conforme a quantidade serviços ou de recursos contratados. Ou seja, a gestão orçamentária passa a ser mais precisa, gerando economia.

 

  1. O outsourcing pode expor a empresa a riscos de segurança

A segurança de TI é uma das principais preocupações de qualquer empresa que atua com serviços. Hoje, negócios que não investem em segurança digital podem ter grandes prejuízos. Eles podem ser causados por ataques de malwares, roubo de dados e exposição de informações sensíveis a terceiros. Em razão disso, muitas vezes líderes empresariais temem que a flexibilização de parte das rotinas de gestão de TI possa ampliar o número de vulnerabilidades do negócio.

No entanto, o que acontece em geral é o contrário. Para um gestor é mais fácil garantir a segurança da informação com recursos terceirizados do que com a utilização de recursos próprios. Isso porque, para garantir a segurança, o gestor precisa investir muito tempo e conhecimento específico de segurança da informação para validar sua estratégia. Já, ao contar com empresas especializadas, ele pode delegar a execução dessas tarefas. Isso, além de se proteger legalmente exigindo controles de segurança e comprometimento de níveis de serviço SLA em contrato. Existem modelos de outsourcing flexíveis que permitem a personalização de recursos e escopo, de acordo com as normas de segurança e privacidade digital do empreendimento.

 

A terceirização é uma das formas mais seguras de reduzir custos e tornar processos corporativos mais eficazes. Por meio dela, empresas podem atender seu público-alvo com maior assertividade. Além disso, elas podem direcionar a Gestão de TI para áreas e projetos prioritários. Como consequência, todo o empreendimento conseguirá atingir lucros maiores. Isso, além de um alto nível de competitividade em curto, médio e longo prazo.