Desde os tempos das cavernas, o homem sempre teve a necessidade de se comunicar. Tratava-se de uma questão de sobrevivência. Isso mesmo, pois quando aprendemos a nos comunicar é que começamos a transferir conhecimento adquirido com a experiência. É como o conhecimento individual gera o conhecimento coletivo. Passamos a não comer certas frutas por serem venenosas. Passamos a evitar certos pântanos por serem perigosos, e assim por diante. Começamos fazendo desenhos nas paredes, depois veio a linguagem, o alfabeto e daí pra frente não paramos mais. Para que pudéssemos nos comunicar, Gutemberg inventou a mídia impressa.
Graham Bell inventou o telefone. Veio também a televisão, o celular e a web. A diferença entre essas tecnologias é que, nesta última, ocorreu uma metamorfose. Quebramos um velho paradigma, e é aí que mora o que há de mais interessante na internet (e que precisamos explorar melhor também, pois ainda estamos engatinhando). A comunicação passou a ser multilateral.
Desde que a televisão foi inventada, não houve grandes transformações conceituais. Até pouco tempo atrás, continuávamos tendo o tubo de raios catódicos nas nossas salas. Claro que houve avanços tecnológicos. Mas conceitualmente a televisão sempre foi a mesma assim como o carro sempre teve quatro rodas e sempre nos serviu como meio de transporte.
Falando um pouco de marketing, a TV sempre foi um meio de comunicação em massa e também sempre fomos passivos ao receber as mensagens que saía de suas caixinhas de som e das luzes RGB da tela com baixíssima resolução.
Com o aparelho de telefone foi a mesma coisa. A única coisa que mudou é o fato de não termos mais que ligar para a telefonista e pedir para falar com o Manuel da padaria (a telefonista sabia o número de todos só de ouvir o nome, porque poucas pessoas tinham um telefone) As transformações que ocorreram não quebraram paradigmas, o telefone sempre foi igual, servindo para criar uma comunicação bilateral (diferente da televisão).
A internet veio como quem não quer nada. As empresas queriam tem uma “home-page” na internet para vender mais. Surgia, até o momento, mais um meio de comunicação de massa, como a televisão ou o radio. Uma única fonte de informação comunicava para uma grande massa. Continuávamos passivos. A interatividade se resumia em menus que trocavam de imagem ao passar o mouse sobre os links.
Web 2.0? Então a outra era 1.0 e nem sabíamos?
Muitos a chamam de web 2.0, o que pra mim é somente uma evolução natural assim como hoje tenho 30 e ano passado tinha 29 anos. Trata-se de uma quebra de paradigmas onde a própria massa é responsável pela manutenção do meio. Não somos mais passivos, agora nós colocamos nossos vídeos no youtube e editamos conteúdos na enciclopédia Wiki. O usuário está no comando.
Ora, se a invenção da televisão trouxe consigo a publicidade e a propaganda. A invenção da web 2.0 possibilita uma nova forma de marketing. É o que chamamos de social mídia marketing. Esse novo meio de comunicação enfrenta certa resistência hoje em dia, por ser um território novo e pouco explorado, mas as possibilidades são grandes, precisamos apenas amadurecer a idéia e usufruir dos benefícios que essa nova forma de comunicação (marketing) nos proporciona.
A grande sacada do social mídia marketing está no fato de que, se agora temos uma comunicação multilateral, as empresas podem ter um feedback de seus clientes, quase que instantaneamente. Imagine os benefícios que isso proporciona.
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